Agências bancárias em Cruz das Almas, causam aglomerações na pandemia

Em pleno pico da pandemia do Covid-19, três das principais agências bancárias da cidade de Cruz das Almas, no Recôncavo da Bahia, veem causando aglomerações, quase diariamente, com longas filas de pessoas que buscam os diversos serviços prestados pelos estabelecimentos.

O Banco do Brasil, Caixa Econômica e Bradesco, todos na Praça Senador Themístocles, região central da cidade, parecem indiferentes ao caos pandêmico que vem ceifando vidas no mundo inteiro e desrespeitam as medidas de distanciamento social, recomendadas pelas autoridades de saúde.

Nesta quarta-feira(5), a fila do BB, por exemplo, chegava a ocupar boa parte das calçadas (foto) da prefeitura à direita da agência e de algumas lojas à esquerda. E na segunda-feira(3), o cenário era ainda pior. Em determinados momentos, a fila que cruzava a porta do Paço Municipal, aproximava-se da esquina da Rua Otens.

No dia 3, no interior da Caixa Econômica, inclusive, por um bom tempo, os clientes praticamente se acotovelam, à espera do atendimento. E quem precisava usar os caixas eletrônicos, tinha que disputar espaços com aqueles que aguardavam para ultrapassar a porta giratória. Os distanciamentos de 1m a 1,5m recomendados pela regra da Covid-19, não eram obedecidos.

Durante os momentos em que passei pelos locais, nos dois dias, não notei funcionários dos estabelecimentos orientando as pessoas e nem fiscalização da vigilância sanitária local, para que as medidas de distância fossem respeitadas. Haviam seguranças controlando as entradas.

Enquanto isso, o número de contaminados pelo vírus, no município, cresce a cada dia. Para servir de parâmetro, em 5 de janeiro deste ano, os casos confirmados somavam 1.587, com 23 óbitos. Na mesma data do mês passado, haviam aumentado para 3.887 e 41, respectivamente.

E de acordo com o Boletim Oficial da Covid-19 (atualizado), nesta quarta, o município registrou 8 novos casos. Totalizando 4.166 vítimas confirmadas e 46 mortos. Os outros dados que completam o quadro, dão uma ideia geral da situação dramática.

É lógico que o crescimento desses números, não se deve apenas à falta de empatia observada nos bancos. Existem outros fatores, como: participação de pessoas em festas inapropriadas, transportes coletivos (nas grandes cidades e em quantidade insuficiente) circulando abarrotados de gente que precisa se deslocar para trabalhar ou outros afazeres, falta de vacina (responsabilidade do Ministério da Saúde), etc.

Mas, se cada um fizer a sua parte, com certeza contribuirá bastante para minimizar o agravamento e a proliferação desse surto, no município e no país.

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