Mandioca modificada traz colorido e mais nutrientes para a mesa do consumidor

Pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e alunos de uma faculdade de Barreiras, região Sudoeste da Bahia, desenvolveram um plantio de mandioca geneticamente modificada. O projeto garante, segundo os pesquisadores, um alimento mais nutritivo e produtos com colorações diferentes.

Chamada de mandiocas biofortificadas, o experimento está sendo produzido em áreas de pesquisa e extensão rural. O assunto foi tema de reportagem do Bahia Rural (TV Bahia) que foi ao ar no último dia 13.

De acordo com a reportagem, as raízes do estudo recebem um enriquecimento com tipos de substâncias encontradas em menor quantidade nas variedades comuns. Essa diferença, pode ser notada no visual. Basta cozinhar o produto apenas na água e sal e as cores rosadas e amareladas logo se destacam.

O coordenador do projeto, professor Jorge Silva Junior, se disse surpreso com o diferencial do produto. O tempo de cultivo, é o mesmo da planta comum. Em média, dez meses, dependendo do ambiente climático.

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Expansão do projeto, consumo e comercialização

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O objetivo dos alunos do projeto, segundo Maria Marta Carvalho, é compartilhar essa ideia com produtores de outras partes do país, para que possam cultivar em suas propriedades e comercializar para garantirem a renda da família.

Outra entrevistada, a agrônoma e cozinheira Carla Xavier mostrou uma variedade de receitas que leva a mandioca modificada, como ingrediente principal. Pães, bolos, pizzas, docinhos, estão entre as iguarias que podem ser feitas e utilizada ‘para a alimentação escolar’, como sugere ela.

Juntos com a universidade e a Embrapa, a gente vem buscando desenvolver esse trabalho e levar ao principal interessado que vai multiplicar isso e colocar no mercado, que é o agricultor“, emenda Xavier.

Para o pesquisador Geraldo Carneiro, a ideia está no caminho certo e a pretensão é divulgar e expandir o projeto. “A gente está bastante entusiasmado, achando que o trabalho está no caminho certo. Conseguimos identificar esses materiais que são mais promissores e daqui pra frente fazer a divulgação desses materiais melhores, mais produtivos e resistentes a doenças“.

Para conhecer melhor o projeto, confira a reportagem clicando nesse link.

*Crédito das Imagens: Reprodução JC Santana

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